Posts Tagged ‘desespero’

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Ninguém te faz…

23 outubro, 2008

O quê que eu tenho que ver com a tua vida sexual, Belo? E, vamos combinar, o coitadinho que não te faz, Belo. Com sorte aquela nova madrinha de bateria te faz. Mas ó… eu ainda acho que é só fachada. Não rola nem um chups…

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Garota papo firme

23 outubro, 2008

Namorar peça da jovem guarda…
Isso que é ser vintage, tá meu bem!

Será que ele vai parar de cantar “Mulher de 40” e voltar a cantar “Essa garota é papo firme..”?

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Amiga desesperada

24 setembro, 2008

O celular toca. Só vergonha. Dentro da sala de trabalho todo mundo olha pra mim com cara de “você me fez perder uma idéia”. Eu saio pra atender.

– Oi amiga. Saudades. Sumiste no fim de semana. O que contas?

– Amiga, me ajuda. Tou desesperada. Sério. Só tu podes me salvar.

(o pensamento que rola é :oi? Agora virei Jesus?)

– O que foi, mana?

– Sabe que eu tou de emprego novo, né? Poisé, mana. Acho que não vou dar certo aqui.

– Porquê? O trabalho é escroto?

– O chuveirinho… O chuveirinho do banheiro! É fraco. Muito fraco. Não faz nem uma ondinha sabe…

– Mana, pra que diabos tu queres a porra do chuveirinho no teu trampo? Não me diz que…

– É sim. Preciso do chuveirinho pra me concentrar de vez em quando. O trabalho é pressão o tempo todo, cara! É foda. Tenho que fazer alguma coisa. O que eu faço, Anne? O que eu faço agora?

– Já tentou fumar? Dizem que relaxa…

– Porra, Anne! Eu aqui desesperada e tu dizendo “consiga um câncer! Sua vida vai dar um salto de qualidade”.

– Desculpa, foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Ok… porque você não compra um vibrador? É. Leva um vibrador praí.

– Tá louca? Como é que eu vou entrar no banheiro com um vibrador? Sem contar que não é a mesma coisa.

– Lógico que não é a mesma coisa. Nada se compara ao trabalho de um chuveirinho. Mas olha, tenta. Leva dentro da bolsa e leva a bolsa pro banheiro.

– Pode ser. Vou comprar na hora do almoço, quer ir?

– Até queria, mas tou sem grana pra comprar um pra mim e o meu já deu o que tinha que dar.

– Tá amiga. Valeu pelo toque. Tava tão desesperada que nem pensei no básico.

– Relaxa mana. Boa sorte aí no trampo. Ah! Compra lubrificante também. Aqueles de saquinho já serve.

– Booooooooa

– Beijo, amiga.

– Te amo.

Click. Desligo o celular e viro pra entrar de novo na sala. Dou de cara com o chefe, que pela cara de riso que me olha, deve ter ouvido o papo todo.

Tou fudida.