Archive for the ‘Drops de inconveniência’ Category

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Iluminação

17 julho, 2009

Ora pois… mas a vida se resume a isso, meu jovem: encher o cu de dívidas e encher a cara de cana.

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Sexo por horas… bad bad server

17 julho, 2009

descobri que, no fim das contas, não gosto de sexo. gosto mesmo é de orgasmo, de gozar e de fazer gozar. pq se tem uma coisa que cansa minha beleza é fazer sexo por horas. Odeio. se tá gostando mesmo, goza logo. que eu não tenho paciência pra ficar jogando carinho fora. e se eu sou impaciente, o gozo também o é. senão, durava mais.

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twittconversas

13 julho, 2009

Minha amiga diz: ah, não amiga. Não vou sair com o Henrique não.

E eu: Porquê? Ele parece tão interessado em ti. Um cara interessante até…

Ela: Ah, mana… ele só quer me comer pq me acha gostosa.

E eu: tu tás reclamando, amiga? Agradece a Deus que ele não quer te comer só pq tu és gente boa.

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questão de anos

13 julho, 2009

” pq eu tenho que aprender a acordar cedo?” pergunta a menina de 7 anos pra ir à escola e a mulher de 25 pra ir trabalhar.

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Weblen Nogueira

4 março, 2009

Sério, gente. Desde que o twitter entrou na minha vida, eu só consigo pensar em até 140 caracteres. Sé-ri-o. Minha cabeça fica cheia de frases soltas e sem sentido, parece música da Wanessa … camargo ou da mata… nem sei. Masss…  barra ignore isso.

A verdade é que eu vim por aqui pra fazer uns amigos, conhecer gente, porque na real, minha vida anda tããão virtual.

Eu percebi isso quando, durante as conversas em mesa de bar, eu queria dizer alguma coisa e tudo o que me dava vontade de fazer era uma carinha do msn. Aquelas carinhas me entendem tããão bem… quer dizer, só me sinto assim tão ser humano quando acho uma comunidade nova no orkut. JU-RO! Quando eu achei a comunidade “eu não cago fora de casa” eu vi que não tava mais sozinha no mundo, sabe?

Sem o orkut, o novo oráculo da humanidade, não sei o que seria de mim, tipos… to-do dia eu leio a minha sorte no orkut. Pra quem não tá ligado, é que nem o “minutos de sabedoria” de uns 20 anos atrás. Só é ruim quando o cara que lê a sorte tá de férias ou foi casar.

E a sorte de hoje era “a vida é bela se for recheada de amizades”. Era um sinal! Por isso vim aqui. Pra conseguir mais amigos novos pro meu orkut. E quem sabe até eu mude o meu status pra namorando, héin?

Meu último namoro só não deu certo porque em 400 contatos, nós só tínhamos 19 em comum… quer dizer, #comofas? pra dividir uma vida inteira com uma pessoa assim? Nem meu fã ele era.

Se quiserem me add, vou ficar alí por trás na penumbra, porque né? Na vida real nem dá pra passar um photohops na cara.

Meu nome é Weblen Nogueira, blogueira, orkuteira e twitteira, se não gostar, meu bem, bloqueia!

 

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Texto da outra personagem do novo show. Weblen, a internética da turma.

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Acontece

2 março, 2009

Acontece que eles já se conheciam de outras esferas. Olhavam-se nos seus respectivos blogs. Os dois. Eram sim. Eram blogueiros. Esses que querem tanto ser escritores que chegam ao ponto de dar de graça suas palavras pros outros internautas. Assim mesmo. Dar pra qualquer um. Qualquer um que deixasse um comentário.

Liam-se. Adoravam-se. Odiavam-se.

Acontece que ela adorava a idéia de ele ser um aficionado por futebol, tal como ela. Odiava suas comunidades pouco ousadas, afinal ele era um machista inveterado. Ela amava e odiava isso. Dava era um tesão.
Ele odiava que ela fosse tão decidida, incisiva e modernosa. Amava mesmo os seus textos mais obscuros, que mostravam arrebatadoramente uma fêmea bonita… Mas nada o tirava do sério mais do que sua vulgaridade estampada, ela gostava de sexo. Ele amava e odiava isso. Tesão até dava, mas ele não contava pra ninguém.

Tinham em comum só o bom humor, a paixão pelos escritos na web e o amor pelo futebol.

Acontece que a vida também acontece no real e se encontraram. Do nada, num restaurante que cheirava a comida de mãe e tinha jazz servido à mesa. Hora de almoço, eles vestidos com as máscaras normais, foi o acaso.

Foram até educados, ficaram sem jeito de não sentar na mesma mesa, conversaram animadamente até ela ser abusada o suficiente de rebater tudo o que ele dizia.
Ela até tinha uma bunda ajeitada, deve rebolar que é uma beleza, mas bem que podia ser menos macha. Macho é que fala de sexo desse jeito. Macho não tem essa boca carnuda dela… mas fala de sexo assim, na bucha.
Ele tinha sim, um ar desafiante, babaca de ser, como todo macho de verdade. Tinha também os relatos que chupava bem, como todo macho de verdade deveria ser. E homem assim, pode ser até flamenguista que não se joga fora.

Acontece que discutiram como sempre. E ela abusou. Enquanto ele jogava seu último argumento sagaz e lógico, ela não resistiu e disse uma cantada barata. Riu, deixando claro o se colar-colou.

Colou.

Acontece que toda boa briga termina de maneira irracional. Esta terminou sem mais nem por que. Virou sacanagem. Como ela julgara desde o começo. Ele não resistiu a piada, quem resistiria?

Ela desconversou. Ele disse que comia na boa. Ela disse nada não, porque tava bebendo o último gole da sua cervejinha. Olharam-se bem. Viram seus textos um no olho do outro. Ela disse que gemia alto, ele iria odiar.

Acontece que ela levantou de pronto, foi ao banheiro no fundo do restaurante, crente que aquele gesto vencera tudo. Ele se emputeceu. Nem tinha uma cara de inteligente aquela mulher. E tava fazendo ele de besta.

No banheiro conheceram-se. Finalmente. Ele mandou, ela obedeceu. Mas pra ser do jeito dela, gemeu pra todo mundo ouvir.

Acontece todo dia, gente. Juro. Acontece sim, que eu vi.

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Uma puta nerd

28 fevereiro, 2009

Estava num bar. Desses que não têm uma luz decente. Ajuda nas horas de picotagem. Entra uma figura com uma capa de jedi. JU-RO.
Sentou do meu lado. Sem o mínimo de pudor, perguntei:
– Olha, não é por nada não. Mas a capa de Jedi é porque…?
– Ih, você entendeu a referência? São 50 contos a chupada. É fã de quadrinhos?
– Tu és puta? Não acredito! Te dou 50 contos, pago uma bebida, mas me conta esta tua história.
– Pede uma gin tônica, por favor. E os 50 contos… seguinte, eu tinha uns 17 anos. Comecei com alguns amigos meus. Admito: sempre fui amiga de nerd. Meus amigos nerds eram pessoas excelentes, muito inteligentes e que nunca comiam ninguém. Porra, eu ficava puta com isso. E fiquei de verdade. Não tenho vergonha não. Sou puta, mas me especializei em nerds.
– Faz sentido. Também não ficaria envergonhada.
– Foi pelo social, te dizendo a verdade. Pena mesmo. Um amigo meu que aos 18 anos nunca tinha beijado ninguém e nunca tinha visto peito nem da prima. Foi só pra ajudar, eu juro.
– E ele te pagou por isso?
– Ganhei um playstation em troca. Depois vieram a minha televisão, um notebook… é eles pagam bem. Junta anos de mesada, sem birita nem drogas, pra tu veres?
– E você começou a cobrar 50 contos quando?
– Perdi a vergonha e o discurso social. Ajudar é o caralho! “Chupa o meu sabre de luz” é foda ouvir isso de graça.
– E essa fantasia toda? Devias cobrar mais caro, mana. Sinceramente.
– Ai… esses cosplays me matam. Enquanto a classe se faz de enfermeira, eu tenho que ser a Mary Jane ou a Louis Lane. Estes são os piores, metidos a mocinho, saca? Os caras sempre ficam na dúvida na hora de meter: “será que é correto? E o meu grande amor, como fica?”
– O bom é que pelo menos não tem concorrência, né?
– Mas eu já tou me preparando pra isso. Tou fazendo umas melhorias no material de trabalho. Já orientalizei os olhos e vou botar silicone, ficar assim, que nem um daqueles desenhos que eles adoram, os Mangás. Uma galera novinha que tem me procurado. Adoram isso.
– Pows, e eu sempre dando pra esse povo de graça. Não tem nenhuma dessas coisas que você não use mais? É que o meu namorado é meio fissurado, meio nerd…
– Olha, se tu quiseres comprar, tenho uma lingerie com os botões do joystick do Nintendo. É super instrutivo, principalmente quando eles usam os macetes do jogo.
– Putz! Agora mesmo! Mas e aí, tu tens uma galera fixa? O que tem de amigo meu que ia adorar te conhecer…
– Eu tenho até perdido uns clientes. Ficam confiantes e finalmente vão atrás de mulher. Mas continuam amigos, sempre me ligam pra contar um macete novo ou em que fase eles estão no jogo com a namorada.
– Taí… gostei de ti. Te arranjo uns clientes novos. Tem uns emos aí que eu conheço…
– Ah… esses emos podem mesmo até ser uma boa, um bando de moleque sem coragem na vida, mas sei não. Não sei se ia agüentar alguém chorando enquanto goza.
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Uma das personagens da nova temporada do meu show.
Eu sei, eu fazia mesmo só stand-up.
Mas agora vão ter personagens também. Montando a puta nerd ainda. Voz, roupa, trejeitos.
Aguardem também pela Weblen Nogueira, blogueira, orkuteira e tuiteira.Tem que aceitar! Não gostou? então bloqueia!