Archive for the ‘Porque sim não é resposta’ Category

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Acontece

2 março, 2009

Acontece que eles já se conheciam de outras esferas. Olhavam-se nos seus respectivos blogs. Os dois. Eram sim. Eram blogueiros. Esses que querem tanto ser escritores que chegam ao ponto de dar de graça suas palavras pros outros internautas. Assim mesmo. Dar pra qualquer um. Qualquer um que deixasse um comentário.

Liam-se. Adoravam-se. Odiavam-se.

Acontece que ela adorava a idéia de ele ser um aficionado por futebol, tal como ela. Odiava suas comunidades pouco ousadas, afinal ele era um machista inveterado. Ela amava e odiava isso. Dava era um tesão.
Ele odiava que ela fosse tão decidida, incisiva e modernosa. Amava mesmo os seus textos mais obscuros, que mostravam arrebatadoramente uma fêmea bonita… Mas nada o tirava do sério mais do que sua vulgaridade estampada, ela gostava de sexo. Ele amava e odiava isso. Tesão até dava, mas ele não contava pra ninguém.

Tinham em comum só o bom humor, a paixão pelos escritos na web e o amor pelo futebol.

Acontece que a vida também acontece no real e se encontraram. Do nada, num restaurante que cheirava a comida de mãe e tinha jazz servido à mesa. Hora de almoço, eles vestidos com as máscaras normais, foi o acaso.

Foram até educados, ficaram sem jeito de não sentar na mesma mesa, conversaram animadamente até ela ser abusada o suficiente de rebater tudo o que ele dizia.
Ela até tinha uma bunda ajeitada, deve rebolar que é uma beleza, mas bem que podia ser menos macha. Macho é que fala de sexo desse jeito. Macho não tem essa boca carnuda dela… mas fala de sexo assim, na bucha.
Ele tinha sim, um ar desafiante, babaca de ser, como todo macho de verdade. Tinha também os relatos que chupava bem, como todo macho de verdade deveria ser. E homem assim, pode ser até flamenguista que não se joga fora.

Acontece que discutiram como sempre. E ela abusou. Enquanto ele jogava seu último argumento sagaz e lógico, ela não resistiu e disse uma cantada barata. Riu, deixando claro o se colar-colou.

Colou.

Acontece que toda boa briga termina de maneira irracional. Esta terminou sem mais nem por que. Virou sacanagem. Como ela julgara desde o começo. Ele não resistiu a piada, quem resistiria?

Ela desconversou. Ele disse que comia na boa. Ela disse nada não, porque tava bebendo o último gole da sua cervejinha. Olharam-se bem. Viram seus textos um no olho do outro. Ela disse que gemia alto, ele iria odiar.

Acontece que ela levantou de pronto, foi ao banheiro no fundo do restaurante, crente que aquele gesto vencera tudo. Ele se emputeceu. Nem tinha uma cara de inteligente aquela mulher. E tava fazendo ele de besta.

No banheiro conheceram-se. Finalmente. Ele mandou, ela obedeceu. Mas pra ser do jeito dela, gemeu pra todo mundo ouvir.

Acontece todo dia, gente. Juro. Acontece sim, que eu vi.

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Tempos bons aqueles…

27 fevereiro, 2009

Tempos bons aqueles em que a gente podia ligar pra casa do nosso picote e desistir no meio da ligação antes da pessoa atender.
Uff… era um alívio.
Não, a gente não tinha feito besteira, não tinha ligado antes de ele ligar.
Sim, nossa honra e dignidade não estavam no lixo.

Aí, acontece que hoje em dia tem bina em tudo que é telefone.

Você comete o erro de ligar e fica naquela de desistir no meio, mas aí… já era!!!
Ele já vai ver que você ligou, sua dignindade está em bosta. E se você desistir é pior. o cara ainda vai pensar que você está dando um toque. Pobre.
Ele retorna e faz a fatídica pergunta: Você me ligou?
e a vontade de responder é:
– Nããããão tua bina que tá me caçando, sabe como é? Tudo teu me ama! Inclusive tu, sabias?
Mas ao invés disso, tudo o que tu falas é: liguei? nem percebi…

Bina e soneca do despertador. Nossos piores rivais do século.

Duas letras pra isso:uó!

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O que te faz torcer para o América-RJ? Post para Pedrox

25 fevereiro, 2009

Essa foi a pergunta feita pelo blogueiro Pedrox.
Em uma palavra: sangue.
Sei te dizer que sou uma adoradora do esporte que põe 20 homens correndo atrás de uma bola e 2 fugindo dela. A-DO-RO! Assistir futebol é uma das minhas maiores diversões. assisto até pelada de fim de semana.
E que além da seleção brasileira, o único time que faz meu coração vibrar de verdade é o America Football Club.

Não tem explicação, Pedrox. sério.
É a pulsação que fica diferente, a respiração que começa a ficar ofegante só de ouvir o hino.
Até tenho uma certa simpatia pelo Vasco e um amor recente e incontido pelo São Paulo. Mas só. Torcer mesmo. desde criancinha. só pelo Mecão.

Lembrei de quando me apaixonei pelo América Football Club. Time vermelho e branco, uniforme lindo e tinha as minhas iniciais: AFC. Fissurei. Pena que ele perdeu pro Botafogo no dia da nossa primeira partida juntos, se não me engano foi de 2×0 no Maraca, eu tinha 6 anos, eu acho.

Passaram os anos e só o voltei a torcer de verdade no começo de 2000, jogo que o Mecão deu de 3×0 na Seleção Carioca (alguém lembra disso?) na Baixada Fluminense, inaugurando o Giulitte Coutinho.
Foi lindão. Descobri que não, a pessoa não se torna Mequinha, nasce Mequinha. Torci pra caraleo. Nem dava pra entender. Xinguei juiz, gritei, urrei!
Quando fui de férias ao Rio, depois de passar no vestibular lá por fevereiro de 2002, vi o HISTÓRICO 4×0 no Flamengo. CHUPA, rubro-negro!!!!
Mengo este que, todos sabem, é o ódio de todo não-flamenguista.
Principalmente eu.
Tudo bem que eu só via o campeonato carioca, já que Brasileirão mesmo que é bom, só série C.

Último momento glorioso que lembro foi eu acompanhar o namorado flamenguista ao Maraca, e ficar torcendo através do placar para o Mecão ganhar o Vasco de 2×1 em outro estádio.

Foi um sofrimento acompanhar assim, mas terminado o jogo, vibrei pra cacete, sem ninguém entender. Afinal, o Mengo deles tava indo, mas nem tanto.
Depois só pude encarnar no meu pai vascaíno no começo de 2007, quando o Mequinha ganhou o Vasco e no fim de semana seguinte deu-lhe de 2 no tricolor carioca.

Entre o Mecão campeão cheio de craques de 1900 a 1978 (por aí) e o Mequinha de hoje (que já levou, ano passado, uma surra de 3 do Fla com direito a gol do OBINA, vcs acreditam? ODE-I-O obina),
ficam a bela cor,
a raça da torcida (que sofre, ow sofre)
e a história de uma equipe gloriosa.

Até o Tim Maia era Mequinha e o pai do Romário também é.
Eu sou Mecão de coração, de ficar mufina.
Não dá pra explicar. Só dá pra fazer que nem o João, lá do doc Unido Vencerás, que diz assim: Todo torcedor do America é maluco. Eu lhe falo isso com toda a clareza. Cara que é America é maluco, não é bom das idéias… (aí ele se inflama por causa de um jogador) o que tu ainda tá fazendo no America, rapá?! Filhadaputa injusto! Vai tomar um tiro no cu, filhadaputa!

né?
HEI DE SOFRER,
SOFRER, SOFRER,
HEI DE SOFRER ATÉ MORRER,
MORRER, MORRER
POIS A TORCIDA AMERICANA
É TODA ASSIM
A COMEÇAR POR MIM
A COR DO PAVILHÃO
É A COR DO NOSSO CORAÇÃO
OS NOSSOS DIAS DE EMOÇÃO
TODA TORCIDA CANTARÁ ESTA CANÇÃO

Sem maiores explicações… uma lambidinha no cu e memandaumscrap!

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Sangue rubro

23 fevereiro, 2009

Neste dia cu de carnaval, estava eu cá entediada até que no Twitter o Arnaldo Branco deu a dica: assista o documentário curta metragem sobre a torcida do America.
Pows. eu sou sangue rubro. A-Mô o America, fui lá assitir.
Cara. salvou meu dia.
Defina alegria.
Anne assistindo o documentário e não se sentindo mais só no mundo.

Pra quem gosta mesmo de futebol e sofre por seu time do coração, nada melhor do que ver uma torcida tão envolvida como a nossa.
Vai lá e assiste. Lagrimei no fim.
Porque ei de torcer, torcer, torcer, hei de torceraté morrer, morrer, morrer… pq a torcida americana é toda assim, a começar por mim!

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Santaella

23 janeiro, 2009

Acho que estou virando psico…
tenho sonhado toda semana com Lúcia Santaella.
Tá virando fixação.
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Dia cu

10 dezembro, 2008

tem dias que a vida pára, sabia?
fica lá, na dela, por muitos dias.
Eu não sou de ter uma vida parada.
Mas a minha vida parou.

Parou no dia em que ele parou de sorrir pra mim,
quando ele acordou e não me deu bom dia.

Estagnou quando ela passou a não importar mais pra ele.

E ainda assim, ele quer que eu fique perto.

Só pra ver a minha vida parada se esgotar.

Uma dia ela se moverá. espero em Deus.

Mas até lá. não posto mais nada por aqui.

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Declaração obscena escrita a quatro mãos perdidas (revisitado)

6 novembro, 2008

– Alô…
– Oi… errr… te liguei pra perguntar… você viu minha camiseta por aí?
– Achei, mas tá toda babada agora, dormi agarrado nela…
– Haha… não mandei! Lava então…. que eu lavo a tua que veio no meu corpo e te entrego depo…
– Lava não!
– E porque não? Tá suada, uma desgraça pegar ônibus daí da tua casa pra minha, sabias? Esse sol derreteu minha vontade de viver!
– Desculpa, mas é que eu deixei uma coisa dentro dela…
– Não achei nada…
– As minhas mãos…. você achou? Devem estar entre os seus seios? Você não viu?
– A gente transa com cada maluco, ticontá…
– Meus braços também. Vê se não estão agarradinhos aí na tua cintura… ah… e como eu ia esquecendo?! Achaste… ah não.. isso tá aqui… acabei de ver…
– Oi?! …. (respira fundo, nem acreditando naquela luta verbal pela camiseta. A vontade era de deixar pra lá.) Olha, sem brincadeiras, não quero discutir com um insano, devolve a camiseta… é uma das preferidas e… tens que me devolver o que é meu!
– Ok… mas esqueceste outra coisa aqui… teus lábios estão aqui, colados no meu pescoço… e as tuas pernas ficaram aqui entrelaçadas em mim. ah! e sabes onde perdeste as tuas mãos? Melhor nem te contar, só tu vendo…
– Riri… (o pensamento é: esse doido. Pelo menos é engraçado…) e como eu passei um dia inteiro sem os meus lábios?! meudeus!
– Também me perguntei isso, mas admito que eu usei bem… devem estar cansados agora… se encontraram com a minha boca… meniiina… eles não queriam se largar! Tive que pedir pra minha boca parar… quase não atendia o telefone…
– Mas foi porrada?
– Não, não…
– Poxa… que pena… eu devo ter largado as suas partes em casa, não senti assim nada tão presente no meu dia…
– Que maldade!!! E eu achando que as minhas mãos tavam aí treinando…
– Treinando?
– É… tou passando aí pra te buscar… aliás… pra buscar minhas mãos e meus braços… mas eu acho que eles não vão largar de ti, não… vais ter que vir junto… a minha cama sentiu sua falta… reclamou o dia todo.
– Foi mesmo? Foi uma bike que enfiaste em baixo da língua, foi? Tás ouvindo cama falar…
– Nada. Tenho uma séria comunicação com a minha cama. Problema teu se tens problemas de comunicação. A minha querida cama disse que tu tinhas que vir pra cá e ficar até de manhã desta vez… e olha… devo concordar com ela… tirando as partes de mim que ficaram com você, o resto ficou na maior saudade.
– Hum… er… o meu corpo também está sentindo falta….do meu resto, entende?
– Enteeendo… perfeitamente! Mas olha… tem uma coisa que eu tinha perdido há algum tempo… deve estar com você agora… procura, por favor.
– O quê?
– Meu coração… deve estar meio gasto, despedaçado, tem lutado tanto, coitado… mas ainda presta pra alguma coisa, viu? Se achar, não precisa me devolver, pode ficar com ele pra você… Passo aí em dez minutos e esteja pronta para me devolver o que é meu… e isso inclui uma parte tua que eu já tomei posse…